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FUNDEC Recebe Embaixada dos Estados Unidos e Apresenta Perspectivas Económicas de Moçambique para 2026

A Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC) recebeu, no dia 05 de Agosto de 2026, às 10h00, na sua sede, uma delegação oficial da Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique, chefiada pelo Vice-Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos de América em Moçambique, Sr. Rami Sayed, no âmbito do reforço das relações de cooperação institucional entre as duas entidades.

 O encontro insere-se na estratégia da FUNDEC de aprofundar o diálogo com parceiros internacionais em matérias ligadas ao desenvolvimento económico, competitividade empresarial, investimento, comércio internacional e fortalecimento do sector privado moçambicano.

Entre os principais temas em agenda, destaque para a análise das oportunidades proporcionadas pela African Growth and Opportunity Act (AGOA), instrumento que concede acesso preferencial ao mercado norte-americano para milhares de produtos provenientes dos países elegíveis da África Subsariana, constituindo uma oportunidade estratégica para a expansão das exportações moçambicanas e para a diversificação da base produtiva nacional.

Na ocasião, a FUNDEC procedeu igualmente à apresentação das Perspectivas e Projecções Económicas de Moçambique para o período de Janeiro a Dezembro de 2026, um estudo de natureza técnica que analisa a evolução esperada da economia nacional com base nos principais sectores estruturantes, incluindo agricultura, indústria, energia, mineração, petróleo e gás, transportes, comércio e serviços, bem como a trajectória prevista dos preços dos principais produtos e factores que influenciam a dinâmica económica do País.

O documento constitui um importante instrumento de apoio à tomada de decisão por parte do Governo, sector privado, investidores, instituições financeiras e parceiros de desenvolvimento, oferecendo uma leitura prospectiva sobre os principais desafios, riscos e oportunidades que marcarão a economia moçambicana ao longo de 2026.

Na mesma ocasião o economista-chefe da FUNDEC, explicou à delegação americana o ambiente económico e empresarial do país, acompanhada por oportunidades concretas de investimento em sectores que podem acelerar a transformação estrutural da economia moçambicana.

“Aquilo que trouxemos aqui foram oportunidades francas para empresários norte-americanos, em sectores específicos, estratégicos e ligados à diversificação económica”, explicou Foia, destacando áreas como indústria, turismo, agricultura orientada para a agroindústria e agronegócio.

Um dos principais argumentos apresentados pela FUNDEC é a necessidade de alterar o padrão histórico de atracção de investimento estrangeiro em Moçambique, tradicionalmente concentrado nos sectores extractivos.

Para a instituição, a prioridade deve passar por captar investidores capazes de participar em cadeias de transformação, criando maior valor acrescentado dentro do país. “Estamos habituados a trazer empresários estrangeiros para o sector primário da actividade económica, sobretudo a indústria extractiva, mas agora mudamos o paradigma: orientamos para a cadeia de valor, para a transformação económica”, afirmou Foia.

Neste novo posicionamento, a agricultura deixa de ser vista apenas como produção de matéria-prima e passa a ser enquadrada como base para uma indústria agroalimentar; os recursos minerais passam a ser associados à possibilidade de processamento local; e a logística é apresentada como instrumento para ligar produtores aos mercados nacionais e regionais.

Por fim, a delegação norte-americana demonstrou interesse em aprofundar a cooperação e apoiar iniciativas destinadas a aproximar empresas dos dois países. “O que ficou muito evidenciado é que a Embaixada está com apetite em colaborar com a FUNDEC”, disse o economista, acrescentando que poderão ser estabelecidos mecanismos formais de cooperação para apoiar a mobilização de empresários norte-americanos interessados em investir em Moçambique.

A FUNDEC pretende usar a sua capacidade de produção de informação económica e análise empresarial como uma ferramenta para reduzir incertezas dos investidores e melhorar a percepção sobre o ambiente de negócios no País.